20130313

"Torno a trazer isso à mente, portanto tenho esperança. A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade" Lamentações 3:21;23


Você certamente já deve ter-se sentido como aquele homem que desalentado, viu sua vida mergulhar numa longa e infindável noite.

Noite longa, escura e obscura.
Noite de enfado e canseira, noite cujas horas demoravam a passar.
Ao se deitar naquela noite os seus cabelos eram pretos, quase negros, e ao acordar na manhã seguinte eles estavam brancos.
Talvez fossem as lágrimas, derramadas na noite tempestuosa.
O mundo ruíra. 
As manhãs por mais claras e belas que fossem eram sempre encaradas com o cenho franzido e exausto, enfadado e enfastiado.
Cinzentas, extremamente cinzentas.
Tudo parecia tão distante e inacessível.
Por vezes pensava que Deus havia esquecido dele, porém Deus não havia esquecido dele e de nenhum dos seus filhos.
É que o homem, na sua angústia e dor, não havia notado a presença de Deus nos detalhes, nas coisas que o circundavam.
Até das flores muito apreciadas ele já não conseguia sequer lembrar dos aromáticos perfumes delas.
Tudo era por demais sombrio e tristonho.
Mas Deus estava ali.
Um dia o homem começou a se perguntar o porque de tudo aquilo.
Não encontrou respostas.
Novamente perguntou e insistiu na pergunta.
Novamente ficou sem respostas.
Então ele se deu conta de que as respostas para a sua dor estavam ali diante dele, no dia radiante, esfuziante e esplêndido.
Como ele não se dera conta antes?
Quanto tempo ele havia perdido. Então ele arriscou tudo numa única e definitiva frase.
Bom dia, Esperança!
A sua mente desanuviara-se por completo e num momento, precisamente no instante seguinte ele pode notar e sentir de que a Esperança jamais o abandonara.
A Esperança havia estado ao lado dele o tempo todo, mas na sua lenta e sofrida agonia ele não pode vê-la em instante algum.
De todos os meios e formas ele traria à memória tudo aquilo que lhe pudesse lembrar a Esperança.
E tudo a sua frente parecia lhe mostrar a Esperança.
Bendita Esperança. Onipresente Esperança.
Os dias de escuridão e desânimo já haviam ficado para traz.
Até as flores pareciam exalar o mais puro dos perfumes.
A vida havia voltado, apesar dos cabelos brancos.
Ele acordara do pesadelo e da longa e infindável noite.
Tudo por causa da Esperança. Bendita Esperança!
Onipresente Esperança!
Por isso a cada manhã ele saudava:
Bom dia, Esperança! 

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