20090901

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." I Coríntios 13:13


Meu dia começou a azedar quando vi meu menino de seis anos, Jonathan, com um galho cheio de minhas mais bonitas azaléas.
-Posso levar estas flores para a escola? Ele pediu com uma voz suave e doce.
Eu ia dizer não, pois realmente eu não queria deixar, mas com um aceno de mão (eu lhe disse sim), eu o mandei para fora.
Virei-me para que ele não percebesse as lágrimas em meus olhos. Eu adoro aquelas azaléas. Eu toquei no galho (quebrado por meu filho) como que a dizer-lhe silenciosamente, Sinto muito.Para complicar um pouco mais o meu dia, a máquina de lavar quebrou e quando Jonathan perguntou o que eu faria para o almoço, percebi que estava com a geladeira vazia e não tinha muitas opções.Dias como este me fazem querer parar e desistir de tudo. Eu apenas queria fugir até as montanhas, me esconder em uma caverna e nunca mais colocar a cara pra fora.De algum modo eu consegui arrastar a roupa molhada até o tanque. Eu passei a maior parte do dia lavando roupa e pensando em como o amor tinha desaparecido de minha vida.Quando eu terminei de pendurar a última das camisas de meu marido, olhei o relógio: duas e meia. Eu estava atrasada. A aula de Jonathan terminava às 2:15. Fui correndo para a escola.Ofegante, bati na porta da sala e olhei através do vidro. A professora fez sinal para que eu esperasse. Ela disse algo a Jonathan e entregou para ele e para outras duas crianças, lápis de cera e uma folha de papel.O que virá agora? Eu pensei quando, através da porta, ela pediu que eu entrasse na sala.
- Quero lhe falar sobre o Jonathan. (Ela disse).Me preparei para o pior. Nada mais me surpreenderia naquele dia.
- Você sabe das flores trazidas por Jonathan à escola hoje? (Ela perguntou.) Eu respondi que sim, lembrando de meu arbusto favorito e tentando esconder a mágoa em meus olhos. Eu olhei de relance para meu filho que estava ocupado colorindo um desenho. Seu cabelo ondulado estava muito comprido e caía em sua testa. Seus olhos azuis brilhavam enquanto admirava sua obra.
- Deixe-me contar sobre o que aconteceu ontem. A professora continuou Está vendo aquela menina?Eu olhei para a menina que ria divertida, apontando um desenho na parede e assenti.
- Bem, ontem estava quase histérica. Seus pais estão atravessando um momento muito difícil, estão se divorciando. Ela disse que não queria mais viver. E disse bem alto, com o rosto escondido entre as mãozinhas, para toda a sala ouvir: "ninguém me ama". Eu fiz tudo o que pude para consolar, mas parecia que nada mais importava.- Eu achei que você queria me falar sobre Jonathan. Eu interrompi.
- Eu vou. - Ela disse - Hoje seu filho entrou e foi direto até ela. Ele a entregou algumas bonitas flores e sussurrou com carinho: eu te amo.Senti meu coração inchar-se de orgulho com o que meu filho tinha feito. Eu sorri para a professora.
- Obrigada. - eu disse, puxando Jonathan pela mão - Você salvou o meu dia.Mais tarde, eu arrancava ervas daninhas em torno de meu desequilibrado arbusto de azaléa. Pensando no amor que Jonathan demonstrou pela menina, um verso bíblico me veio à memória: "... estes três permanecem: a Fé, a Esperança e o Amor. Mas o maior de todos é o amor.” Enquanto meu filho tinha colocado o amor na prática, eu tinha apenas sentido raiva. Eu tinha me preocupado com os bens e esquecido o mais preciosos: as pessoas.Eu ouvi o barulho familiar do carro de meu marido entrando na garagem. Eu arranquei um pequeno galho de azaléas e corri até ele. Eu senti a semente do amor que Deus plantou em minha família recomeçar a florescer em mim. Meu marido arregalou os olhos de surpresa quando eu lhe entreguei as flores e disse,
- Eu te amo.

O amor floresce quando você reparte o amor. Deus repartiu e deu o SEU melhor em presente para nós. Seu próprio filho: JESUS.

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